quarta-feira, 28 de março de 2012

Abertas vagas para estudo no exterior


Programa Ciência sem Fronteiras oferece 5.810 bolsas. Interessado pode fazer graduação na Austrália, Bélgica, Canadá, Coreia do Sul, Espanha, Holanda e Portugal


Do Jornal do Commercio

Universitários brasileiros podem estudar, com custeio do governo federal, na Austrália, Bélgica, Canadá, Coreia do Sul, Espanha, Holanda e Portugal. O Programa Ciência sem Fronteiras está com inscrições abertas para esses países e oferece 5.810 bolsas de seis meses a um ano de duração para graduação. Interessados devem se cadastrar no site da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até 30 de abril. As aulas começarão em setembro.

A Espanha concentra maior número de bolsas, 2 mil no total, para candidatos de todo o Brasil. Em seguida vem Portugal, com 1.500 vagas. Depois, Canadá (1.050 bolsas) e Austrália (700). Na Bélgica e na Holanda há 200 vagas em cada país. A Coreia tem a menor oferta de bolsas, 160. Caberá à faculdade que receber o estudante decidir se exigirá conhecimento ou não do idioma. O estudante escolhe apenas o país. A Capes indica a instituição de ensino.

Uma das exigências para participar do programa é ter cursado no mínimo 20% e no máximo 90% da graduação. Conta ainda ter bom desempenho acadêmico. É preciso também estar matriculado em uma das áreas prioritárias do Ciência sem Fronteiras. Engenharias, computação, tecnologia da informação, biologia e petróleo são algumas das áreas.

Em Pernambuco, as quatro universidades públicas aderiram à iniciativa: Federal (UFPE), Federal Rural (UFRPE), Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e Estadual (UPE). Também os Institutos Federal (IFPE) e Federal do Sertão Pernambucano (IF-Sertão). Caso desejem participar, alunos desses estabelecimentos de ensino devem procurar os setores responsáveis para saber como proceder.

Se o jovem estuda em outra faculdade, mesmo que seja particular, é importante saber se a instituição ingressou no programa. Em caso afirmativo, deve também se informar com o setor responsável. Mas se a faculdade não aderiu, ele poderá apresentar candidatura individual. Um dos requisitos é ter ingressado na instituição por meio do Programa Universidade para Todos (Prouni) ou pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) com nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) igual ou superior a 600 pontos.

terça-feira, 27 de março de 2012

Câmara lança Parlamento Jovem Brasileiro 2012


Estão abertas as inscrições para o programa Parlamento Jovem Brasileiro, promovido anualmente pela Câmara dos Deputados em parceria com o Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed). Estudantes com idade entre 16 e 22 anos que cursam o 2º ou o 3º ano do ensino médio devem se cadastrar diretamente nas secretarias de suas escolas em todo o Brasil. O prazo para as inscrições termina em 15 de junho.
Câmara lança Parlamento Jovem Brasileiro 2012
O programa oferece uma oportunidade de imersão parlamentar, por meio da qual os jovens simulam o trabalho dos deputados na própria Câmara dos Deputados, em Brasília. O encontro vai ocorrer entre 24 e 28 de setembro. 
O estudante deve criar projeto de lei, que deverá ser apresentado na secretaria de sua escola, juntamente com a ficha de inscrição e a documentação requerida. O projeto deverá abordar temas nas seguintes áreas: agricultura e meio ambiente; saúde e segurança pública; economia, emprego e defesa do consumidor; educação, cultura, esporte e turismo.

Jornada Parlamentar

O Parlamento Jovem Brasileiro, instalado anualmente, é regulado pelo Ato da Mesa n.º 49/04 e pela Resolução 12/03 da Câmara dos Deputados. O programa tem por finalidade possibilitar aos alunos de escolas públicas e particulares a vivência do processo democrático, mediante participação em uma jornada parlamentar na Câmara dos Deputados.

A primeira edição do programa ocorreu em 2004. Desde então, participaram 613 jovens parlamentares estudantes do ensino médio.

Os deputados jovens são pré-selecionados pelas secretarias de Educação dos respectivos Estados, que encaminham os projetos ao Consed. Por sua vez, o conselho envia os projetos à Câmara dos Deputados, onde uma comissão, formada por servidores da área legislativa, irá escolher os projetos participantes.

O número de representantes por Estado e pelo Distrito Federal é proporcional ao número de deputados federais. São selecionados, ao todo, 78 deputados jovens.

Serviço

Parlamento Jovem Brasileiro 2012
Inscrições: até 15 de junho
Orientações gerais: projeto de lei, ficha de inscrição e documentação pessoal devem ser entregues na secretaria da escola do aluno.
Participantes: alunos de 16 a 22 anos, regularmente matriculados no 2º ou 3º ano do ensino médio de escolas públicas ou particulares de todo o Brasil.
Realização: de 24 a 28 de setembro de 2012, na Câmara dos Deputados em Brasília, DF.
Informações: (61) 3216-1771 e 3216-1772

Fonte: Câmara dos deputados

sexta-feira, 23 de março de 2012

Partidos se unem contra norma do TSE


Por Rosa Costa e Mariângela Gallucci
Brasília - Para garantir que 21 mil políticos que tiveram suas contas rejeitadas possam ser candidatos, 18 partidos da base aliada do governo e da oposição se uniram hoje para pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que revogue a decisão de barrar nas eleições deste ano os políticos que tiveram prestações de contas rejeitadas em eleição anterior. A proibição consta da resolução do TSE aprovada dia 1º de março último, por 4 votos a 3.
Eles decidiram por unanimidade, reunidos na liderança do PMDB, apoiar o pedido de reconsideração da medida feito pelo PT no último dia 8. Alegam que a decisão ignora o prazo da anualidade, pela qual a legislação eleitoral deve ser adotada pelo menos um ano antes do pleito. Se for mantida a proibição, o próprio tribunal avalia que 21 mil candidatos que tiveram contas reprovadas não poderão disputar, em outubro, as eleições para prefeitos e vereadores.
O presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO) nega na iniciativa a tentativa de proteger políticos com ficha suja. "A Lei da Ficha Limpa é uma coisa e essa resolução é outra, o que queremos é o respeito ao prazo da anualidade", alega. O presidente do DEM, senador José Agripino (RN), reitera não existir "nenhuma segunda intenção" contrária à Lei da Ficha Limpa. "Não se trata de defender a ficha suja, não é isso", acrescenta.
Na representação ao relator da matéria, ministro Arnaldo Versiani, o PT afirma que a lei em vigor, de 2009, entende como quitação eleitoral a apresentação das contas, "afastando, pois, de modo definitivo, a exigência de julgamento do mérito". "Estar quite é apresentar a prestação de contas", insiste, contrariando a decisão da resolução.
Desde o início, era certo que a proibição provocaria questionamento na Justiça. O presidente do PMDB informa que o assunto não foi tratado antes "porque ninguém tinha conversado sobre isso". Patrocinador do encontro, Valdir Raupp diz que a oposição se deve apenas ao desconhecimento da anualidade e não com relação a outros itens da resolução que trata de doações de campanha. A resolução não fixa prazo para a Justiça Eleitoral examinar as contas de candidatos. Daí porque é certo que, se houver atraso, o candidato poderá disputar a eleição.
No início de março, o TSE mudou uma interpretação que estabelecia como condição para o registro de candidaturas apenas a apresentação das contas e não a sua necessária aprovação. Cerca de 21 mil políticos integram o cadastro da Justiça Eleitoral de contas rejeitadas . Após as eleições, todos os candidatos têm de prestar contas sobre gastos e arrecadações.
"Quem não tiver quitação eleitoral (conta aprovada), não terá o registro (da candidatura)", resumiu na ocasião o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski. A nova restrição se somou à da Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de políticos condenados por órgãos colegiados e daqueles que renunciam para escapar de processos de cassação. Depois de muita polêmica, a regra da ficha limpa foi chancelada em fevereiro pelo STF.
A nova norma agora contestada pelos partidos da base e da oposição estabelece regras para a eleição municipal deste ano. O prazo de impedimento das candidaturas deverá ser estabelecido pela Justiça Eleitoral durante o julgamento de casos concretos. Esse detalhe deverá provocar diversos questionamentos judiciais de políticos eventualmente barrados na eleição deste ano. Mas o TSE definiu que se as contas foram prestadas e a Justiça Eleitoral ainda não as analisou, o candidato poderá participar da eleição.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Lançamento do programa ‘Crack é Possível Vencer’ em Pernambuco



Ontem (14/03) no Palácio do Campo das Princesas, foi o lançamento do programa ‘Crack é Possível Vencer’ em Pernambuco. O estado é o primeiro do Brasil a assinar o termo de adesão ao programa 'Crack, é possível vencer', do Governo Federal. A iniciativa vai destinar R$ 4 bilhões para ações de prevenção, cuidado e autoridade em várias cidades brasileiras nos próximos três anos. Na capital pernambucana serão investidos R$ 85 milhões. Os recursos vão se somar aos cerca de R$ 55 milhões previstos para serem aplicados pelo Estado de maio de 2010 até 2014 no combate ao consumo da pedra, que virou uma verdadeira epidemia no País. 
O governador Eduardo Campos recebeu os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo; da Saúde, Alexandre Padilha; a secretária nacional de Assistência Social, Denise Colin; além do prefeito do Recife, João da Costa, e vários outros gestores municipais. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, lembrou o pioneirismo de Pernambuco no enfrentamento ao crack e destacou o “excelente” trabalho feito pelo Governo do Estado. “Pernambuco tem um governador com vontade política e que está conseguindo êxitos impressionantes e invejáveis na redução continuada dos índices de violência”, disse, fazendo referência ao Pacto pela Vida. Para ampliar os serviços de saúde já oferecidos pelo Estado aos dependentes, a União repassará R$ 74 milhões até 2014 ao Tesouro Estadual. O dinheiro vai possibilitar a abertura de 20 novos leitos de enfermarias especializados que vão se somar aos 80 que já funcionam na capital e no interior. Um novo Centro de Atenção Psicossocial em Álcool e Drogas (CAPs) 24h será inaugurado no Centro do Recife e outras três unidades já existentes (Santo Amaro, Cordeiro e Tamarineira) passarão a atender em horário integral nos sete dias da semana.




Fonte: Portal PE com informações da Ascom e Blog http://bpossesiosilva.blogspot.com
Adaptações: Maria Danila Costa - PJR
Fotos: Jacqueline Calazans

Reunião do Parlamento hoje foi marcada por sugestões


Hoje 15/03 foi dia do PJR se reunir para mais uma reunião na câmara dos vereadores do Recife. Na ocasião a Presidente Priscila Preste cobrou mais uma vez a entrega dos projetos: " Vocês precisam entregar pelo menos a ideia e a justificativa, temos até dia 20/03 para dar entrada em todos" disse.
Todos falaram um pouco sobre seus eventos está semana e foram refeitas as comissões também. Os parlamentares também cobraram sobre uma identificação do parlamento em eventos e sobre as faltas dos outros vereadores que não comparecem a casa. Um dos vereadores presente, o Carlos do segmento LGBT  propôs a mesa levar um debate dos parlamentares jovens para as comunidades e segmentos que cada um representa. A ideia foi bem aceita por todos que compareceram a reunião.
A presidente salientou que os vereadores pode ficar a vontade ao criar projetos e que na próxima reunião que será 29/03 eles deveram levar as ideias para ser discutidas e analisadas por todos.

Espero todos os Parlamentares Jovens no próximo encontro...


Maria Danila Costa
Assessora de Comunicação do PJR

terça-feira, 13 de março de 2012

Impacto da exposição de crianças na TV

Por Cecília Bizerra, no Observatório do Direito à Comunicação:


      A Andi - Comunicação e Direitos e o Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social publicaram o documento “Mídia e infância: o impacto da exposição de crianças e adolescentes a cenas de sexo e violência na televisão” que, em dez páginas, faz o levantamento dos principais estudos elaborados em diversos países sobre o tema. A pesquisa apresenta estudos sobre os impactos da exposição de crianças e adolescentes a cenas televisivas de sexo e violência desenvolvidas há várias décadas em diversos países. A conclusão é que, majoritariamente, o contato regular de garotos e garotas com conteúdos inadequados pode levar a sérias consequências, como comportamentos de imitação, agressão, medo, ansiedade, concepções errôneas sobre a violência real e sexualização precoce.
     O documento apresenta resultados de estudos realizados na Holanda, Canadá, Alemanha e Suécia, mas dedica a maioria de suas páginas a pesquisas realizadas nos Estados Unidos, onde, nos últimos 40 anos, foram realizadas mais de 3.500 pesquisas sobre os efeitos da violência na televisão sobre os espectadores. Um dos estudos norte-americanos levantados pelo documento foi o longitudinal realizado por pesquisadores da Universidade de Michigan, que relaciona a exposição de crianças à violência na TV e seus comportamentos agressivos e violentos no início da fase adulta.
A pesquisa mediu em 1977 os hábitos de 557 crianças de Chicago em relação aos meios de comunicação, especialmente ao consumo de programação televisiva violenta. Após 14 anos ouviu 329 daquelas crianças, já adultas, com idades entre 20 e 22 anos, e verificou que uma maior exposição a conteúdos violentos transmitidos pela tevê durante a infância foi capaz de predizer um maior nível de agressão na vida adulta, independentemente do quão agressivos os participantes eram quando crianças.
       “O constatado pela equipe de pesquisa de Michigan é que mesmo crianças que não eram agressivas na infância – e de todos os estratos sociais – ao terem sido expostas a um volume expressivo de conteúdos televisivos violentos durante esse período acabaram por apresentar maior probabilidade de se tornarem adultos agressivos”, cita o documento. O estudo também apresenta resultados de pesquisas que apontam como efeitos da exposição das crianças à violência na mídia o aumento de comportamentos agressivos, a perda de sensibilidade à violência no mundo real e o crescimento do medo.
       “O Physician Guide to Media Violence – publicado pela American Medical Association (AMA), em 1996 – alerta que a exposição a um único filme, programa de televisão ou reportagem pode resultar em depressão emocional, pesadelos ou outros problemas relativos ao sono em muitas crianças, particularmente as mais novas. E crianças amedrontadas estão mais sujeitas a se tornarem vítimas ou agressores”.                    Classificação indicativa como política pública Evidências como estas fizeram com que, ao longo das últimas décadas, as principais democracias do planeta adotassem sistemas similares ao da Classificação Indicativa utilizada pelo Ministério da Justiça brasileiro, com o fim de proteger os direitos humanos de crianças e adolescentes expostos ao conteúdo da televisão. “Com a Classificação Indicativa, as programações televisivas passam a dar indicação à família sobre a faixa etária para a qual as obras audiovisuais são recomendadas. Isso porque é um direito inalienável das famílias decidir o que seus filhos podem ou não assistir”, afirma o documento. A opinião é respaldada por recomendações do Comitê para os Direitos da Criança da Onu e da Unesco, que aconselham os governos nacionais a assumirem atitudes concretas de proteção aos direitos da criança e do adolescente no campo da comunicação de massa.
         As entidades apontam que fatores como fácil acesso e alto consumo de televisão no país e a evidência que pais e mães trabalharem e permanecerem a maior parte do tempo fora de casa, fortalecem a necessidade de se defender a Classificação Indicativa como uma política pública fundamental para garantir o respeito aos direitos das crianças e dos adolescentes. “Para os pais poderem cumprir com suas responsabilidades em relação à proteção do processo de desenvolvimento de seus filhos, antes o Estado e as empresas devem fazer sua parte, estabelecendo e obedecendo os limites para a veiculação de conteúdos potencialmente danosos”, recomenda o documento.